Obesidade X câncer de mama: qual seria a correlação?

Obesidade é um fator de risco já bem estabelecido para câncer de mama em mulheres pós menopausa.

Já se observou em estudos anteriores, que outros parâmetros, que não somente a obesidade, poderiam desempenhar um papel mais estreito nesta associação entre sobrepeso e câncer de mama.


Um estudo, publicado na Cancer Research, observou que o risco de desenvolver câncer de mama era maior nas mulheres com um índice elevado de insulina, independente se estavam acima do peso ou não.


Nesse estudo, os pesquisadores observaram a associação entre parâmetros de metabolismo e um aumento no risco de desenvolver câncer de mama. Foi utilizado a insulina de jejum e o índice de HOMA para avaliação metabólica dessas pacientes.

O índice de HOMA, que no inglês é, homestatic model assessment, nada mais é do que um cálculo baseado nas dosagens de insulina e glicose em jejum. Serve para avaliar a resistência à insulina e a capacidade funcional das células do pâncreas em produzir insulina.


E o que foi observado é que realmente as mulheres com parâmetros metabólicos piores, tais como insulina e índice de HOMA, tiveram mais câncer na mama.
Inclusive sugeriram que esses parâmetros metabólicos seriam mais relevantes e úteis para se estratificar o risco de câncer de mama do que somente obesidade/sobrepeso.

Esse estudo mostra, que talvez a obesidade em si, não seja um bom parâmetro de risco para câncer de mama. O que chamou mais a atenção, é que, mesmo as pacientes que estavam com o peso dentro do limite normal, ainda assim tinham maior risco de desenvolver câncer de mama devido a seu pior PERFIL METABÓLICO. Então isso nos faz pensar que não basta estar magro. O perfil metabólico ruim foi mais determinante no risco de desenvolver esta doença do que os quilos extras na frente do espelho. 

A obesidade não é o único fator de risco para câncer de mama, mas destrinchar esse aspecto merece nossa devida atenção. E já que estamos no mês do Outubro Rosa, mês da conscientização do câncer de mama, nada mais efetivo do que pensar e agir na prevenção da doença.